terça-feira

A difícil decisão de seguir em frente após uma perda


Mesmo após anos de divórcio, Sharon não conseguia e não queria tirar a aliança de casamento. Dizia que ela era um símbolo dos votos perpétuos que havia feito e que, mesmo que seu ex-marido não os respeitasse, ela continuaria respeitando-os até a morte e mais ainda, que a aliança era um símbolo também do que Sharon era verdadeiramente. Claro que dizia isto em lágrimas, magoada, ferida. Assisti esta triste história num reality show chamado Mude o meu look, que tem a proposta de fazer uma mudança geral no visual, roupas, cabelo, maquiagem. Sharon ganhou esta repaginação externa de presente, mas se recusava a repaginar o seu interno também.

Esta resistência é mais comum do que se imagina. Muitas pessoas se recusam a encarar a realidade quando algo ruim acontece e mexe com suas estruturas tão bem alicerçadas. É uma forma de lidar com a dor, de expressar seus sofrimentos, mas que não é muito produtiva enquanto perdura. O produtivo acontece quando elas finalmente entendem o porquê do rompimento (seja um relacionamento amoroso, profissional ou mesmo por morte de um ente querido), crescem e se fortalecem com a experiência, enriquecendo seus conhecimentos.

Como isso é possível?
No caso de Sharon, se ela for esperar apenas o fator tempo para aplacar sua dor, vai envelhecer como uma pessoa ressentida, amarga, solitária, que vai acabar espalhando esta dor ao seu redor, contaminando filhos, familiares e amigos. E o pior, pode adoecer seriamente o corpo físico, porque sua alma já está doente. Geralmente, um quadro assim costuma detonar problemas uterinos em geral, cânceres, obesidade, diabetes ou depressões severas. O ideal é que ela procure auxílio especializado para curar esta ferida aberta em seu coração, ajudá-la a se libertar dos seus antigos padrões e valores, que nada colaboram para a solução de seu problema e levando-a a enxergar novamente o mundo como um lugar maravilhoso de se viver.  

Se eu pudesse ajudá-la, talvez usaria imediatamente os florais Star of Bethlehen (para o trauma da separação), Sweet Chestnut (para a angústia e desespero, sensação de não ter futuro), Larch (para recompor sua autoestima por ter sido rejeitada) e  Walnut (para romper o vínculo com o ex-marido).  A EFT e Peça e Receba entrariam para diluirmos a dor da separação e a inconformidade com a atual situação, apagando uma a uma todas as emoções guardadas que pesam na alma. O reiki e ho’oponopono entrariam restabelecendo seu equilíbrio energético e recompondo seu corpo emocional. Estas técnicas, usadas de forma adequada, conseguem uma profunda limpeza emocional, permitindo a cura dos sentimentos em nível nunca imaginado. Ao longo do tratamento, é cultivada uma aceitação e sentimentos de paz e confiança em um futuro mais promissor tão intensos que só é possível acreditar quando presenciamos o resultado.  Não é raro, após o tratamento, clientes dizerem que não entendem como puderam viver algemados ao passado sofrido durante tanto tempo, porque esta possibilidade simplesmente não mais existe no presente, depois que se equilibraram adequadamente.

Este mesmo trabalho é feito nos casos de pessoas que saíram de empregos por demissão, aposentadoria, ou algum empreendimento que não deu certo. É o efeito “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”, para resgatar a paz, a coragem e a confiança em um novo e promissor futuro-presente.

Também é possível ajudar na aceitação de perdas por morte de entes queridos. Neste caso, a dor da perda pode ser tão grande que as emoções ficam guardadas por muito tempo e parecem impossíveis de serem curadas. Dependendo do tempo transcorrido desde a morte, é possível conseguirmos dissolver quase a totalidade do sofrimento, até mesmo todo ele. Mesmo em casos de perdas recentes, é possível conseguir um grande alívio no sofrimento, abreviando o tempo de luto, uma vez que a carga emocional pesada associada a esses casos (tristeza, raiva, inconformidade, culpa, abandono) vai sendo esvaziada e substituída pela aceitação das leis da vida e pelas boas lembranças do ente que partiu, algumas vezes até uma sensação de agradecimento por ter podido conviver com aquele ente durante algum tempo. Mesmo nos casos em que a pessoa ache que se não viver a tristeza intensamente não estará amando suficientemente seu ente querido ou abandonando-o (como nos casos de perda de filhos), é possível aplicar as técnicas para que haja o sentimento verdadeiro de “eu posso continuar amando meu filho mesmo me sentindo em paz com a ausência dele”. 

Se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.


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