quinta-feira

Por que algumas pessoas não têm sorte no Amor?


Alguém já parou pra perceber a letra da música Bad Romance, da Lady Gaga? Ok, ela gosta de chocar e etc, mas a letra da música traduz uma realidade muito triste e esquisita, onde muitas pessoas, independente de serem homens ou mulheres, gostam de se meter em situações complicadas na área afetiva. Chamo isso de Síndrome do Dedinho Podre.

BAD ROMANCE  -  BY LADY GAGA  (Romance Ruim)

Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh!
Quero o seu romance ruim (Presa em um romance ruim)
Eu quero a sua feiúra / Eu quero a sua doença / Eu quero o seu tudo
Enquanto é de graça / Eu quero o seu amor / Amor, amor, amor, eu quero o seu amor
Eu quero o seu horror / Eu quero o seu estilo / Porque você é um criminoso
Enquanto você for meu / Eu quero o seu amor / (Amor, amor, amor, eu quero o seu amor)
Oh-oh-oh-oh-oooh!
Quero o seu romance ruim / (Presa em um romance ruim) / Quero o seu romance ruim!


Relacionamentos ruins e destrutivos. Por que será que muitos homens se deixam ser tripudiados, traídos e humilhados por suas parceiras(os) e muitas vezes continuam apaixonados por elas(es), na verdade até fascinados por elas(es)? Com as mulheres não é diferente, é até pior porque, dia após dia, também lotam os hospitais e delegacias de mulheres denunciando maridos e parceiros(as) por agressões, humilhações, muitas são até assassinadas, por causa de suas más escolhas. Não raro, reatam com os parceiros que as agrediram, dando vários motivos.  Por que será que isso acontece?


Existe uma expressão que causa sempre muita controvérsia: Tudo o que acredito torna-se verdade para mim. Essa é a origem das crenças limitantes, que tanto atrasam nossas vidas, seja no âmbito financeiro, amoroso, familiar, etc. Mas, como elas se instalam dentro de nós?

Ao longo de toda a vida, diariamente escutamos ou presenciamos fatos que contribuem para instalar nosso sistema de crenças. Quando crianças,  mesmo bebês, observamos nossos pais, seus comportamentos conosco e com o meio em que vivem, e isso nos transmite “regras de conduta” ou “modelos” em que nos espelhamos, aprendemos como nos sentir a respeito de nós mesmo e da vida em geral através de sua reação. Também contribuem para esses modelos, irmãos, parentes, vizinhos, professores, colegas e por aí vai. Ou seja, o mundo nos transmite mensagens poderosas, verdadeiras programações mentais, o tempo todo, positivas ou negativas.

Pessoas que sofreram em determinados períodos da vida, abusos físicos, sexuais ou mesmo morais (rejeição, cresceram achando ou escutando de seus pais que não eram “bons o bastante”, que não prestavam pra nada, por exemplo), de alguma forma, instalam a crença de que aqueles fatos aconteceram por sua culpa e costumam desenvolver um instinto de autodesvalorização tão intenso que muitas vezes se tornam adultos  que acreditam piamente que merecem sofrer,  atraindo assim sempre situações e relacionamentos que as impulsionam a “receber” o castigo merecido. E essa culpa ou falta de autoestima gera situações das mais variadas, como:

  • Puxam para si cargas e fardos que não deveriam ser seus
  • Maltratam-se criando doenças e dores diversas
  • Autossabotagem, não aceitam coisas boas, dando diversas desculpas para isso
  • Atraem sócios ou colaboradores que lhes lesam
  • Agridem-se com alimentos errados, álcool e drogas
  • Criticam-se de maneira feroz
  • Acham que não merecem ser amados
  • Mantêm suas vidas em completa desarmonia e desespero
  • Atraem parceiros que lhes agridem com palavras, infidelidade ou fisicamente


A Terapeuta Louise L. Hay, autora de diversos livros de sucesso, nos conta no livro Você Pode Curar Sua Vida, como as crenças negativas a respeito de si mesma contribuíram para que ela fosse constantemente agredida por seus parceiros, durante um bom período de sua vida.

“Eu tinha cinco anos de idade...  foi mais ou menos nessa época que um vizinho, um velho bêbado, como me recordo, me estuprou... O homem foi condenado a 15 anos de prisão. Ouvi repetirem com tanta frequência ‘A culpa foi sua’ que passei muitos anos temendo que quando o velho bêbado fosse libertado ele iria voltar e me pegar por eu ter sido tão má a ponto de colocá-lo na cadeia... A maior parte de minha infância foi passada suportando tanto abusos físicos como sexuais, entremeados de muito trabalho pesado. Minha auto-imagem ia ficando cada vez pior e poucas coisas pareciam dar certo para mim. Passei a expressar esse padrão no mundo exterior... Bem, naquele dia estava havendo a festa na escola, e havia tanto bolo que, enquanto estavam cortando e servindo, algumas das crianças que podiam comer bolo todos os dias estavam ganhando dois, até três pedaços. Quando finalmente chegou a minha vez (e claro, eu era a última da fila), não havia mais bolo. Nem ao menos uma fatia.  Entendo claramente agora que foi minha ‘crença já confirmada’ de que eu era indigna e não merecia nada que me colocou no final da fila sem nenhum pedacinho de bolo. Foi o meu padrão. Eles estavam apenas refletindo minhas crenças... Estando faminta de amor e afeto, e tendo a menor possível das auto-estimas, de bom grado eu dava meu corpo a qualquer homem que fosse gentil comigo e, logo depois de completar 16 anos, dei à luz uma menina. Sabia que seria impossível ficar com ela e lhe arranjei um lar bom e amoroso...  Assim, nunca experimentei as alegrias da maternidade, só a perda, a culpa e a vergonha... Naquela época, a violência que experimentei quando criança, combinada com o sentimento de não ter nenhum valor, que desenvolvi ao longo dos anos, atraíam para minha vida homens que me maltratavam e frequentemente me agrediam. Eu poderia ter passado o resto de minha vida menosprezando os homens e provavelmente ainda estaria tendo as mesmas experiências. No entanto, pouco a pouco, por causa do sucesso na área do trabalho, minha autoestima começou a crescer e esse tipo de companheiro deixou de encontrar em mim o padrão de acreditar inconscientemente que eu merecia ser maltratada e foi saindo de minha vida. Não desculpo o seu comportamento, mas sei que se não fosse por causa do ‘meu modelo’ eles nunca teriam sido atraídos para mim. Atualmente, um homem que maltrata mulheres nem sabe que eu existo. Nossos padrões não se atraem mais.”

A Lei da Atração é implacável: você atrai aquilo que você pensa. Assim como Louise naqueles tempos, diversas pessoas estão atraindo para si parceiros que as maltratam, humilham, espancam, menosprezam. Há também outro tipo de maus tratos que é muito comum e tão nocivo quanto: a indiferença. Estas pessoas atraem este tipo de padrão porque é isso que elas, inconscientemente, acreditam que têm direito, que merecem. Digo inconscientemente, porque muitas vezes elas mesmas não têm consciência nem do(s) fato(s) que gerou a crença negativa, quem dirá da própria crença em si.

O passo inicial para a mudança de pensamento e de padrão de relacionamento é o autoconhecimento ou reconhecimento de suas emoções, de seus lixos emocionais. Se você nem sabe o que tem guardado dentro de si, como pode limpar para mudar?  Não sabemos, por nós mesmos, o que possuímos de negativo, por isso a ajuda de uma pessoa de fora é de grande valia. A pessoa de fora está justamente fora do turbilhão, e por isso, tem mais condições de avaliar friamente a situação. Mas isso não é imprescindível. Existem atualmente no mercado vários livros e sites de auto-ajuda, trabalhos terapêuticos, artigos, uma grande quantidade de informações que podem  ajudar.

Não importa qual método se resolva usar, o pontapé inicial será sempre o desenvolvimento do amor próprio, da autoestima e autovalorização.  O amar a si mesmo é o único remédio, porque o amor é milagroso. Amai ao próximo como a ti mesmo, ou seja, amai a ti mesmo como deveria amar ao próximo. Amar a nós mesmos é algo que realiza milagres em nós mesmos e em todo o ambiente ao redor.  O importante mesmo é ter a real disposição de mudar, de dar um BASTA a toda forma de maus tratos. As energias do planeta estão mudando. É tempo de perdão. É tempo de se amar e de acreditar que você tem todo direito sim à felicidade, harmonia e ao Amor.

Não digo aqui que esse processo de autovalorização e autoperdão é fácil. Na verdade, é uma das curas mais trabalhosas, porém é a que mais traz recompensas e felicidade. Nestes processos, costumo usar bastante as técnicas de mudança rápida de pensamento EFT e Peça e Receba para ir pesquisando e descobrindo quais as crenças negativas que estão por trás deste distúrbio, ao mesmo tempo que este mesmo processo vai limpando uma a uma, durante as sessões. Como existe um hiato entre os atendimentos, o uso dos florais é imprescindível todos os dias, para que o processo de limpeza energética continue atuando sempre de forma crescente. Nos casos de autoestima baixa, costumo sugerir o uso do floral Larch, que é fantástico para estimular a autovalorização, além de outros que a pessoa possa ter necessidade naquele momento. Também utilizo o reiki à distância e o ho’oponopono para intensificar o processo. É o conjunto de ações de limpeza, reequilíbrio, reenergização e instalação de padrões positivos de pensamento a respeito de si mesmo que faz com que o método seja bastante eficaz. 


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