terça-feira

Quando me descobri gay


Muita gente vai me xingar agora, outros vão deletar este post sem nem mesmo ler, mas quero falar de um tema que traz muita angústia para muitas pessoas. Quando me descobri é o nome de um documentário muito interessante que vi na HBO, que mostra pessoas dando seus depoimentos sobre este momento crucial na vida delas: o momento da “descoberta” da sua orientação sexual.

Uma coisa que não pude deixar de notar é a profunda angústia que quase todos demonstravam quando se lembravam deste momento. A grande maioria relatou que caiu a ficha ainda crianças, 5 a 12 anos, e a carga emocional do medo e culpa era enorme, quase saltava da tela. Medo da reação da família quando descobrisse, medo do que as pessoas iriam falar, medo de ser excluído da sociedade, medo do inferno, culpa por causar este “desgosto”, de ser diferente, raiva de si mesmo por ser assim... Estas mulheres e homens cresceram sob uma tensão emocional tão forte, que até hoje, adultos, ela se refletia ainda em seus olhares, gestos e atitudes.


Tenho o exemplo de uma pessoa muito próxima a mim, que amo muito. O período em que ele se identificou gay foi tão traumático em sua vida, que chegou a detonar uma violenta crise estomacal, com fortes dores e efeitos relacionados muito pesados. Ele não conseguia aceitar aquilo, cresceu sempre ouvindo pessoas influentes em sua vida que ser gay era “errado”, “sujo”, seu pai chegava a dizer que preferia ver um filho morto a ter um filho homossexual. Vê se pode!!  Na época, graças a Deus, ele era membro de uma casa espírita muito iluminada, onde funcionava um hospital espiritual e com membros muito bondosos, que o ajudaram e aconselharam à luz do evangelho. Foi preciso muita ajuda espiritual para que se equilibrasse e aceitasse sua orientação sexual, conseguindo depois disso viver tranquilamente consigo mesmo. Ainda tem suas mágoas com relação a algumas pessoas, mas o efeito geral em sua vida é de uma pessoa que convive muito bem com suas preferências, tem uma vida amorosa equilibrada e positiva.

Infelizmente, não é o que se vê sempre. A grande maioria das pessoas homossexuais tem uma grande carga de sofrimento, que se expressa através da dúvida quanto a sua identidade sexual, se sentem impuras, tem vergonha de si, sofrem de desgosto e remorsos e se flagelam com a autopunição. Acreditam que são vítimas da reprovação, crítica e raiva da família e sociedade. No final, nem elas mesmas se aprovam. Algumas expressam sua raiva interna tentando “chocar”, agredir os demais com atitudes, gestos e palavras; outras, se marginalizam e passam a conviver em verdadeiros guetos, na tentativa de não ser mais um estranho, um diferente, ter uma identidade social. Outras ainda, o que eu considero mais triste, tomam a atitude de se esconder, de negar para o mundo sua preferência sexual, e se violentam em relacionamentos e casamentos com o sexo oposto, onde não conseguem ser e nem fazer feliz o(a) parceiro(a), tornando-se pessoas amargas, ressentidas, críticas, evoluindo o quadro para as mais tristes e dolorosas doenças. Conheço o caso de um homem de criação evangélica, que desde criança sabia que sentia atração pelos coleguinhas, ao invés das meninas. Ainda tentou namorar garotas, ficou noivo, mas mantinha em paralelo um relacionamento homossexual, com um homem também casado. Seu conflito interno era imenso! Suas tentativas de afirmar sua masculinidade para todos os conhecidos eram motivo de chacota, até o momento em que ele assumiu sua homossexualidade para os colegas de trabalho (não perante a família).  Mas ele nunca conseguiu se perdoar, se aceitar. Como resultado de todo este ressentimento contra si mesmo, adquiriu um câncer na próstata bastante agressivo. Pela medicina oriental, problemas na próstata acontecem com homens que se sentem diminuídos em sua masculinidade, que têm conflitos quanto a sua virilidade, é o extremo desespero da autoafirmação e vingança por estar sendo humilhado e magoado. Não é à toa que ele aparece em homens com idade avançada, que sofrem com problemas de ereção, ou que se sentem diminuídos por suas mulheres ou homossexuais que tem dificuldades na autoaceitação.

Perdoe-se! Aceite-se como você é! Todos somos diferentes. Alguns são baixos, outros altos, brancos, negros, magros, gordos, sinceros, mentirosos, críticos, bondosos, invejosos, alguns gostam de homens, outros têm preferências por mulheres, e daí? A sua orientação sexual vai ditar sua personalidade até quando? Acredite que você é bom, que é um filho amado de Deus, e que foi feito à sua imagem. Como isso poderia ser ruim? A alma é assexuada, todos estamos aqui vivenciando experiências, ora como homens, ora como mulheres, e é natural que a memória emocional prevaleça de uma encarnação para outra. Casos de homens que vivenciaram muitas encarnações como homens e que precisam passar pela experiência feminina costumam resultar em mulheres que sentem atração por mulheres. É natural, essa mulher (que era homem anteriormente) foi acostumada a apreciar mulheres durante centenas de anos e de repente tem que desenvolver atração por homens? É meio difícil.

Se você é pai, mãe ou familiar de alguém que tem orientação sexual não convencional, não condene, não julgue, não diga que ele(a) está doente, por favor! Você também está em processo de aprendizado, tem suas preferências, suas limitações, em nada é diferente do irmão(irmã) que já está com uma grande carga emocional na alma, apenas são situações diferentes. Talvez você seja avarento ou egoísta e ele(ela) seja uma pessoa mais despreendida, mais solidária. Ele(ela) será pior que você só porque é gay?

Mas reconheço que, às vezes, é muito difícil compreender toda a situação, falar é mais fácil do que fazer. Existem alguns florais que são maravilhosos para dar uma ajuda nestes casos. Os Florais de Minas Cassia e Zante atuam no corpo emocional da pessoa homossexual, equilibrando as emoções, ajudando na autoaceitação e na autoestima, diminuindo a culpa, a raiva, o desespero e o medo. Ajudam a superar as culpas e a ter clareza para extrair as melhores experiências dos eventos passados, desenvolvendo a harmonia para exercerem com sabedoria seu livre-arbítrio. Para aqueles que não aceitam um parente ou amigo com orientação sexual diferente da sua, o floral Beech pode ser de grande valia para estimular a compaixão, a humildade e a tolerância. Mas somente uma avaliação da situação pode indicar as melhores essências para o caso. Às vezes, até o floral Star of Bethlehen é indicado, para amenizar o trauma ou choque da descoberta.

A EFT e a Peça e Receba também podem dar uma grande ajuda. Elas atuam apagando as emoções associadas aos eventos traumáticos de todo esse processo. Por exemplo, no primeiro caso que expus, as técnicas seriam de grande valia para limpar as emoções negativas associadas às vezes que ele escutou seu pai falar que preferia ter o filho morto ao invés de ser gay. Com certeza, esta memória ainda deve lhe trazer grande dor, raiva do pai, vergonha, autorreprovação. Começaríamos usando a EFT e Peça e Receba para ir limpando um a um estes sentimentos, trazendo à tona cada memória destas, esvaziando-as das emoções. O resultado seriam apenas as lembranças de um dia seu pai falando aquela besteira, mas isso estaria vazio de emoção, não o feriria mais, possivelmente ele até poderia rir daquela besteira toda. Isso, ao longo do tempo, se traduziria em autoaceitação, autorrespeito, um amor próprio forte e equilibrado.

Nestes casos, eu recomendaria um trabalho terapêutico orientado por uma pessoa experiente. A terapia é de imensa valia nestes casos, uma vez que existem muitas nuances escondidas ao longo de todo o processo e que precisam ser harmonizadas. Na maioria das vezes, nós mesmos não conseguimos enxergar o quadro todo, dificultando a cura das emoções desequilibrantes, gerando mais conflito. Todos nós viemos ao mundo para aprendermos a ajudarmos uns aos outros. Por isso mesmo, quem quiser conhecer um pouco mais da EFT, aprender a se autoaplicar, estou disponibilizando uma apostila prática e muito fácil. Basta enviar-me um e-mail solicitando. chrisassimos@gmail.com


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2 comentários :

  1. Só uma correção: a alma, ou espírito, NÃO É ASSEXUADA, POIS É , SE SE PODE EXPRESSAR-SE ASSIM, BISEXUADA; uma vez que transita pelos 2 gêneros ao longo de suas reencarnações. Assim se processando, o espírito desenvolve em si as duas polaridades: a viril e a feminil. Quando sua reencarnação exige que seja viril, ele acessa essa polaridade e a traduz num corpo masculino; se a exigência é a de um corpo feminino, ele - espírito - acessa a polaridade feminil. As manifestações homosexuais ocorrem porque, por algum motivo, a polaridade está invertida com relação ao corpo - na maioria dos casos- ou momentâneamente invertida, caso só ocorra em determinado instante da existência.
    Mas o fato é que ninguém merece a infelicidade, seja como for, aceitar-se e ser feliz, progredindo espiritualmente sempre é meta de todos nós. Todos somos irmãos. Felicidades!!!

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  2. Obrigada pelo esclarecimento maravilhoso, amigo! Volte sempre com suas valiosas contribuições!!
    Grande Abraço!

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