terça-feira

A mecânica dos pedidos e promessas no Plano Espiritual


Sou muito curiosa e isto me ajuda bastante na minha caminhada espiritual. Sempre gostei de raciocinar sobre a fé, e, com isso, acabo me entregando melhor a um ato religioso se eu souber como ele funciona e porque funciona. Nunca fui muito adepta do termo "faça assim, porque é assim que é". É assim, por quê? Qual é a mecânica por trás do ato? Rezar, por quê? Não fazer aborto, por quê? E assim, acabei descobrindo no Espiritismo a maioria das respostas que faziam sentido pra mim, outras eu fui descobrindo observando, lendo livros de outras doutrinas, etc, como uma colcha de retalhos que vai tomando forma na minha mente. É claro que existe ainda um sem fim de respostas para as minhas perguntas infinitas, mas não canso de continuar lendo e trazendo para os amigos algumas coisas que eu acho interessante e que talvez possam ajudar, como ajudam a mim mesma.

Esta semana, lendo o livro Vivendo No Mundo Dos Espíritos, romance do espírito Patrícia  (psicografado por Vera Lucia Marinzeck de Carvalho - Editora Petit), tive uma explicação muito consistente sobre a mecânica dos pedidos e promessas feitas a Deus e às entidades diversas, do ponto de vista do mundo espiritual. Eu trouxe alguns trechos bem interessantes.


(...)
Isaura nos explicou que estudaríamos os pedidos que encarnados e desencarnados fazem a santos, almas ou espíritos, a Jesus, a Nossa Senhora etc. São tantos os pedidos que nas Colônias há Departamentos onde eles são estudados e encaminhados a equipes que irão atendê-los. (...)

Na aula prática, fomos conhecer o Departamento de Pedidos. Não são iguais, variam muito de uma Colônia para outra. Nas Colônias grandes, ou nas que ficam próximas de onde, no plano físico, há romarias, esses Departamentos são grandes. Na Colônia de São Sebastião está localizado dentro do prédio das Religiões. Tem quatro salas grandes. A primeira ocupa-se com pedidos de desencarnados. Sem a roupagem física, pede-se bem menos. Não se fazem promessas, mas educa-se para a gratidão. Lá, nessa sala, chegam pedidos de desencarnados da Colônia e Postos de Socorro. São solicitações para mudar de trabalho, de moradia e, muitas, para ajudar entes queridos, desencarnados ou encarnados.

As outras três salas se destinam a atender pedidos de encarnados. Na primeira, são separados e encaminhados para as duas outras, a fim de serem analisados; depois, voltam à sala de origem, para serem encaminhados aos socorristas ou aos espíritos que trabalham nesse Departamento, isto é, são separados os que poderão ser atendidos. Não há muitos pedidos sem promessas, por isso a segunda sala é pequena; nela são analisados os apelos conscientes, sem promessas. Muitos são atendidos.

A terceira sala, bem grande e com várias mesas, é para os que pedem COM promessas. Os pedidos são ali separados, e as mesas têm plaquinhas com nomes de Santos, de Jesus, de Almas. Os dirigidos à Virgem Maria são numerosos. Depois fazem a separação em viáveis e inviáveis. Os considerados inviáveis não serão atendidos, como os casos de pedidos para chover ou não chover, para vitória de times esportivos, para ganhar em loteria etc. Os viáveis são os que podem ser atendidos, em parte ou totalmente. Nesse caso, os pedintes recebem a visita dos trabalhadores do Departamento, que depois dão seu parecer final. Se aprovados, os trabalhadores atendem, e a pessoa obtém a graça, aí resta o pedinte cumprir o prometido.
Tudo consta de fichas bem organizadas. Nelas há o nome de quem pede, o endereço e o que se pretende.

Quando a solicitação é feita, os do Departamento anotam. Por exemplo: se a pessoa pede em uma igreja, um trabalhador registra e leva o pedido para o local próprio. Mas há solicitações que vêm direto ao Departamento. O pensamento age à maneira de um telefone, como se o pedinte com fé assim se comunicasse. Não é com todas as pessoas que ocorre esse fato, mas basta ter fé para que aconteça. Duvidar é cortar a ligação. Por isso é que muitos convocam as pessoas que consideram boas, que têm fé, para orar por eles.

Em sua maioria, os pedidos têm origem em locais como igrejas, cemitérios, nos próprios lares etc. São anotados e levados ao Departamento. E isso é feito não só pelos que lá trabalham, mas também por qualquer espírito do bem e, às vezes, são espíritos familiares ou trabalhadores de qualquer outro setor. Nos cemitérios, os socorristas de lá mesmo é que tomam nota. (...)  Depois fomos ver como se anotam as fichas. Era em uma igreja. Naquela hora da tarde, estava quase vazia. Só um trabalhador do bem ali se encontrava. Aproximamo-nos de uma senhora que orava com fé, aos pés do altar do Coração de Jesus. O trabalhador do bem anotava seu pedido, enquanto ela orava. Queria que o filho fosse aprovado na escola.

- Os trabalhadores do Departamento podem ir até o filho e incentivá-lo a estudar. Às vezes, pode estar com algum problema de saúde ou com algum desencarnado atrapalhando. Nesse caso, aconselha-se à mãe, em forma de intuição, a procurar um médico ou um Centro Espírita. Sabendo a causa, podem os trabalhadores achar uma solução. Mas, se for preguiça, só pode ser incentivado. Ninguém irá fazer o que lhe compete: estudar. (...)

- Esses pedidos são feitos ora com fé, ora querendo facilidades entre os encarnados - disse Isaura. - Alguns são atendidos na hora, outros dependem de algum tempo. Por exemplo: um homem, ao se ver em perigo, grita pela ajuda de Maria, mãe de Jesus; qualquer bom espírito por perto pode atendê-lo. Quem proporciona essas graças são equipes de espíritos em nome de qualquer entidade. Isso não importa. Honras a encarnados só importam a eles mesmos. A nós, trabalhadores do bem desencarnados, só importa o bem que fazemos.

- O que é certo pedir? - Ivo perguntou.

- O mais certo é fazer por si mesmo. Mas pode-se pedir para melhorar, para ter paciência, ter forças, sabedoria, para trocar vícios por virtudes. Isto é mais viável.


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